A Importância do e-learning na nova realidade profissional

Qual é o modelo tradicional de aprendizado profissional?  Ao terminar o colegial, escolhemos uma faculdade (supostamente achando que com 17 anos já sabemos o que queremos fazer).  Depois de 4-6 anos na faculdade, passamos por processos de recrutamento em empresas, e uma nos escolhe.  A partir disso, a empresa assume a educação profissional e te ensina tudo que precisa saber para trabalhar lá.

Eu mesmo passei por esse processo tradicional.  No final da faculdade de Engenharia Elétrica, fui fazer estágio na Siemens, e consegui também fazer o programa de trainee lá, antes de ser efetivado. Foi uma ótimo experiência, especialmente porque a Siemens é uma organização que investe muito no desenvolvimento de seus colaboradores.  No entanto, olhando para trás, me pergunto:  quanto “deixei para trás” por não ter assumido a responsabilidade por minha própria educação profissional? (Ah, e não sou tão velho assim, isso foi em 2000 e pouco, e já havia muito na internet em termos de conteúdo para aprendizado profissional).

O fim do intermediário

A mecânica tradicional de aprendizado profissional ainda existe, e continuará existindo por muito tempo.  A diferença agora é que ela é somente UM dos elementos para aquisição de conhecimento.  Em minha opinião, nem deveria mais ser a principal.

A realidade é que o intermediário está sendo tirado do processo (por sinal, a eliminação do intermediário é um dos grandes fatores de inovações radicais na internet.  Não dependemos mais de empresas, organizações, universidades, ou qualquer outra instituição para nos dizer o conteúdo ao que teremos acesso.  Temos acesso a livros com apenas alguns cliques, e os escolhemos com base na opinião de nossos pares, e não no que determinada livraria decidiu colocar em destaque na prateleira.  Podemos fazer cursos online de praticamente qualquer assunto imaginável.  E, se o dinheiro anda curto, podemos nos organizar para aprender as intermináveis fontes de conteúdo na internet.

É uma nova realidade, que exige uma nova atitude dos profissionais.  Os passivos ficarão para trás, talvez confortavelmente alocados em um cubículo fazendo o que as organizações lhes pedem que façam… até que não sejam mais necessários e sejam demitidos.  É a hora de ser proativo e assumir as rédeas de sua educação, de liderar seu próprio futuro.

Tudo, para todos

Quando as paredes são quebradas, e o intermediário desaparece, tanto quem quer aprender quanto quem tem algo a ensinar foram empoderados.  E como diz o filósofo Peter Parker, com grande poder, vem grande responsabilidade.

É a responsabilidade de buscar o conhecimento que está disponível e não ficarmos estagnados em nossa caixinha.  É também a responsabilidade de compartilhar com o mundo o conhecimento que você tem, e que pode ajudar a tantos (e sim, não importa se nesse meio termo você ganha algum dinheiro com isso).

Vamos aos poucos percebendo que todos tem algo a aprender, e todos tem algo a ensinar.  Temos novas ferramentas, novas plataformas, novas dinâmicas de aprendizado…

  • Quero aprender o básico de programação?  No Udemy tenho dezenas de cursos, cada um por algumas dezenas de dólares;
  • Quero aprender um novo idioma?  Com o aplicativo Memrise posso fazê-lo em meu tempo livre, investindo pouco tempo por dia;
  • Quero conhecer novas técnicas de gestão?  Webinars, podcasts, artigos e cursos online de curta duração não faltam.

Praticamente qualquer assunto, em qualquer nicho.  Está tudo a nosso alcance.

Por isso, temos que abrir os olhos. Quem detém um conhecimento que pode ser divulgado tem a responsabilidade moral de fazê-lo. E, se não o fizer, estará logo fora do mercado, porque alguém com maior iniciativa, mesmo que não tenha o mesmo conhecimento, o fará. Quem demorar muito para reagir pode ter um dia a ingrata surpresa de que não viu o mundo mudando na frente de seus olhos, e pode ser tarde demais.

Conclusão

Todas as ideias que levantei acima se encaixam com o conceito de e-learning.  Com disse no 1o artigo do blog da Avantta, e-elearning não é só transferir cursos do mundo físico para a internet.  É criar novas experiências de aprendizado que não eram possíveis sem a internet.

Na nova realidade profissional, não há barreiras.  Não há intermediários que filtram o que alguém pode ensinar, ou o que alguém pode aprender.   Depende de cada um definir seu papel nesse cenário. Você vai ser um espectador, assistindo espantado o que outros profissionais estão fazendo com seu conhecimento? Ou vai ter um papel de ator e fazer parte desta jornada?

Fundador da Avantta e Co-Fundador da Academia do Psicólogo, uma empresa de treinamento online e presencial de psicólogos. Acredita no poder que a internet tem para exponencializar o conhecimento e desenvolvimento humano. Engenheiro e gerente de projetos (de acordo com seu filho, o melhor do mundo).

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